Eu não faço moda, eu sou moda

12/02/2012 – 2:27 pm


Poucos assuntos eram tão bacanas e ficaram tão bundões quanto a moda – na nossa opinião. Até uns dois anos atrás, quando alguns consumidores (poucos,  mas muito influentes) começaram a intervir no sistema da moda de forma mais radical. Quantos de vocês tem algum amigo que se auto impôs algum tipo de dieta, de regime, de regulagem em relação à moda? Ficar três meses sem comprar nada? Passar meio ano sem entrar numa loja? Certamente vocês já ouviram sobre projetos pessoais de uma estudante se propôs usar o mesmo vestido por um ano ou um grupo de mulheres escolheu seis peças de roupa para viver um ano com elas. Em São Paulo uma publicitária entrou num processo de desintoxicação da Zara, e prometeu a si mesma e ao seu blog de não comprar nada na loja por um ano. Qual é o efeito que isso tem sobre o consumidor e sobre o sistema da moda?
O entrevistado de um desses projetos afirmou que participar do movimento de redução da moda estava fazendo com que “abrisse mais banda larga na cabeça dele” – ele podia pensar em outras coisas e não “o que vestir”.  Para esse consumidor a iluminação aconteceu no período de 3 semanas de desintoxicação. Ele foi entrevistado e exclamou “Eu não faço moda. Eu sou moda”.


Por Luciana Stein | Postado em: Blog | Tag: | Comentários (0)

Exclusivo

12/02/2012 – 2:00 pm

“Eu não faço moda, eu sou moda” é uma frase de Coco Chanel e tem muitas interpretações. É sobretudo uma manifestação de independência e autonomia. A abundância de escolhas que os consumidores tem hoje, seja de informação, de roupas, de produtos tecnológicos, de conexão criou uma expectativa de controle. Cada vez mais, os consumidores querem se apropriar e  moldar o que está ao seu redor – seja a moda ou seus  projetos de vida. Esse é um processo sem volta. O processo de reapropriação do consumidor em relação ao seu corpo não tem retorno  (vide o segmento de Saúde/bem-estar emergindo como um potente driver a mobilizar o mercado). Para essa parcela pequena e muito influente de consumidores não tem nada que eles “precisem” comprar para se sentirem “atuais”. Não está nas roupas.

Novos consumidores ainda se impressionarão em relação ao novos lançamentos da moda. Possivelmente, novos consumidores ricos que pagam pela alta costura ou por modelos únicos sempre existirão. O desejo de unicidade é um driver humano, não apenas um driver de consumo. No entanto, as pessoas estão encontrando novas maneiras de serem únicas: desenvolvendo talentos, criando aventuras, escolhendo atitudes, cultivando saberes, por exemplo. Muitos consumidores desejam produtos e serviços exclusivos. Outros estão mais interessados em serem exclusivos eles mesmos pela forma de viver – independente dos acessórios que carregam.


Por Luciana Stein | Postado em: Blog | Tag: | Comentários (0)

O conhecimento quer ser livre

10/02/2012 – 8:32 am

A Khan Academy e as aulas abertas do MIT que se cuidem, porque o conhecimento REALMENTE quer ser livre, compartilhado e desenvolvido de novas formas, inspirando novos processos de aprendizado. É isso que propõe a Nós.vc, plataforma de crowdlearning na qual todos podem ser ao mesmo tempo mestres e alunos, quebrando as barreiras formais da educação. Mostre o que você sabe e pode ensinar, e de quebra aproveite para aprender coisas novas nesse grande grupo que acredita na força do conhecimento coletivo.


Por Regina Gauer | Postado em: Blog | Comentários (0)

Produtos desafiadores

06/02/2012 – 10:57 am

Brew Dog, o cachorro do cervejeiro está entre nós. A maior cervejaria artesanal independente da Escócia lançou o primeiro bar com bandeira própria em 2010, fez sucesso e inaugura em São Paulo sua primeira operação fora do país de origem – veja  a matéria de Angela Klinke no Valor.  Brew Dog se apresenta como a cerveja punk pelo sabor ousado que oferece. Você já viu uma história parecida: dois caras de 25 anos pegam um empréstimo de 30 mil libras para fazer um produto de nicho e se tornam um SUCESSO GLOBAL. Como os nichos são globais, esses consumidores do mundo todo (de saco cheio da cerveja do postinho de conveniência) responderam bem e se tornaram soldados na luta contra a padronização do paladar. Brew Dog afirma conter 25 vezes mais lúpulo do que as cervejas de mercado. Veja a campanha acima. Análise? Maturialismo puro, tendência que a trendwatching.com apontou já em 2010: o desejo por experiências de consumo mais picantes move empreendedores e consumidores a produzir mercadorias mais “fuertes” ousadas, desafiadoras. Veja o exemplo brasileiro da marca Cuelcinha abaixo.


Por Luciana Stein | Postado em: Blog | Tag: | Comentários (0)

Experiências mais ousadas

06/02/2012 – 10:03 am

Abaixo tratamos a respeito da marca de lingerie Cuelcinha. Produtos são criados dentro de contextos – esses contextos também são chamados de tendências de consumo. Em 2010, a empresa de pesquisa a trendwatching identificou o seguinte cenário que contextualiza a criação de produtos como a Cuelcinha, ou a Brew Dog (post acima). Maturialismo: “Totalmente expostos a um mundo sem censura, cheio de opiniões e cru (isso quando não participam diretamente dele, principalmente na esfera online!), consumidores com experiência já não toleram ser tratados como o público de antigamente, que se chocava com facilidade, não tinha experiência e sempre ficava em cima do muro. Capazes de conduzir conversas muito mais honestas, aceitar inovações mais ousadas, sabores mais fora do comum e experiências mais arriscadas, esses consumidores cada vez mais apreciam marcas que extrapolam os limites.”

Isto se aplicava principalmente a consumidores em sociedades de consumo maduras, mas, em 2012, vamos ver cada vez mais manifestações de MATURIALISM em mercados emergentes também.

Por quê? Apesar de todas as diversas diferenças culturais que podem existir, a classe consumidora global é parecida, de modo notável, em relação a suas necessidades e desejos, isso sem mencionar que também é mais urbana (leia-se: mais conectada, mais espontânea e mais propensa a experimentar). Então, se você é uma marca chinesa ou indiana ou turca, ou se é uma marca ocidental que vende para mercados emergentes, 2012 é o ano em que você pode fazer as coisas avançarem um pouco mais.


Por Luciana Stein | Postado em: Blog | Tag: | Comentários (0)