Sempre teremos a nossa legenda

20/01/2012 – 5:20 pm

Cuidado com a sua marca. O povo está atento. A legenda acima foi criada pelo pessoal do “Slongans Sinceros”.  Não precisa de tradução, mas vai lá: “Zara, a fiscalização pode te dar 80% de desconto na sua multa – mas nós não te perdoamos”. Se você leu as 12 tendências para 2012 do trendwatching.com deve ter se defrontado com uma que chamamos de FLAWSOME. Pode ter sido um dos piores nomes para uma trend até agora, mas ela trata de um fenomeno muito real:  marcas que estão admitindo seu erros, confessando suas faltas e só assim renegociando seu crédito frente ao consumidor. Exatamente o que a Zara não parece estar fazendo. Zara você não está na moda.

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Maturialismo

20/01/2012 – 4:45 pm

Sim! Nós não conhecíamos esse site “Slogans Sinceros”. É meio bem engraçado. Imaginamos o seguinte: o redator publicitário escreve um texto pra D´us e, para compensar, escreve outro slogan pro Diabo – Qual é pra D’us e qual é pro Diabo fica ao seu critério decidir. Desde o ano passado, o bureau de tendências trendwatching.com percebeu um movimento do mercado que nomeou de  Maturalism.

MATURIALISMO | “Expostos a um mundo sem censura e opinativo, os consumidores experientes já não toleram ser tratados como crianças. Capazes de lidar com as conversas com muito mais honestidade, esses consumidores cada vez mais apreciam marcas que ultrapassam os limites”. E, se as marcas não ultrapassam limites – eles mesmos ultrapassam.
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O acesso como negócio

17/01/2012 – 5:48 pm

No último novembro, a comunidade da Rocinha também inaugurou uma das lojas mais inovadoras da região. Chama-se “Because” – “Paris, Nova Iorque, Milão e Rocinha”. “Because” foi criada por uma modelo e ex-promoter carioca para vender roupas de grife com algum micro-defeito na sua fabricação.  Marcas como Sandpiper (um dos principais fornecedores da “Because”) e outras grifes  “de shopping” vendem lá peças que custam entre R$ 30 e R$ 60. À diferença de outras lojas da comunidade, os consumidores não escutam funk na “Because”, diz a matéria da Folha. E, a cada duas horas um spray aromático é borifado no ambiente. A loja chama atenção por esses detalhes e pela seleção de peças que trazem modelagens e estilos que os consumidores da Rocinha veem nas novelas e na mídia. A maioria das lojas da Rocinha vende roupas feitas em pequenas confecções e em feiras livres. A seleção da “Because” + a ambientação do espaço = fazem a diferença.

Muitos novos produtos e serviços serão criados para os novos consumidores da classe média de acordo com suas características peculiares. No entanto, produtos semelhantes aos dos grupos econômicos mais altos, porém com preço acessível não trazem riscos de encalhar.  Por anos, consumidores da classes médias emergentes foram consumidores apenas de imagens, devoradores de novelas e da revista “Caras”. Hoje, mais e mais empreendedores estão saindo dos centros tradicionais para vender acesso de consumo a esses consumidores.

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Grooming together

17/01/2012 – 1:18 pm

Desde alguns anos as garotas de classe média e alta fazem festinhas de aniversário em salões de beleza. Por cerca de R$ 2 mil dez garotas comemoram a festa fazendo a unha, penteado e maquiagem. A moda também pegou na Rocinha. Desde o ano passado, as teens da comunidade embarcaram nessa modalidade de celebração. A proprietária do salão Shalon, Ana Cláudia França, a “Dinha”, decidiu comemorar os 12 anos da filha no local todo pintado de rosa e lilás. O evento fez tanto sucesso que outras mães pediram o local para repetir o show, conta o site da Rocinha. Olhando de longe, pode parecer uma tendência que nasceu num grupo social de elite  e gerou repercussões em outro. No entanto, a própria comunidade da Rocinha tem tradição em reunir grupos de amigas que se arrumam juntas para as festas  – antecipando a farra e poupando $. Umas fazem as unhas,  a maquiagem e enrolam os cabelos das outras -  foi mostrado num dos cinco curtas do filme 5 X Favela.  Dessa forma essas mulheres estão tornando um ritual individual em um momento coletivo = uma experiência social é criada. Do cuidado pessoal, a um momento de troca. A maioria dos consumidores está começando a perceber que esses momentos de troca são os mais valiosos instantes de suas vidas.

Quais outros momentos individuais poderiam se tornar coletivos – e, eles poderiam ser motivados por uma marca?  Uma empresa de cosméticos poderia patrocinar esses encontros (privados) de mulheres que se reúnem para mãos-cabelo-make?

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E, se…

09/01/2012 – 12:01 pm

Voltamos! Para logo voltar ao passado. “Reverse time” foi a sugestão de um consumidor desenhada por Hugh MacLeod nesse cartum. Para criar um novo feature para um smarthphone, a companhia pesquisou entre seus consumidores qual seria  mais inovador. Um cliente deu essa sugestão: a possibilidade de você ligar para alguém três anos depois. Que tal? Ligar para alguém no ano passado. Bom, né?! É fazendo perguntas abstratas dessas e recebendo deliciosas respostas como essa que as inovações impossíveis estão mais perto de acontecer de fato. E, se?

Por Luciana Stein | Postado em: Blog | Tag: | Comentários (0)